Primeiros capítulos

Horário Nobre, o blog que vai falar sobre novela com "algo de diferente"!

O Astro sem luz própria

Porque o remake de O Astro não faz sentido algum?

Mash-up: morre Insensato Coração para nascer Fina Estampa

O que valeu na morte de Norma e o que esperar da nova trama da Globo

Chega de novela com robô

Personagens biônicos não convencem mais o público noveleiro

Cinco motivos que fazem Cordel Encantado valer a pena

Razões para assistir ao conto de fadas das seis da Globo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cinco motivos que fazem Cordel Encantado valer a pena

Olha, eu vou dizer para vocês por que assistir Cordel Encantado vale a pena. 


1- Os personagens são clássicos
Tem rei, tem príncipe, tem princesa, tem mocinho e vilão. Tem um reino e uma cidadezinha "tão, tão distante". Tem a pobre que na verdade era rica, mas que gosta da vida mesmo assim, como ela é, e é feliz porque tem amor no coração. Ou seja, é um conto de fadas. E quem não gosta, não é mesmo?




Os conflitos dos personagens giram, basicamente, em torno de sentimentos nobres. É tudo por amor, até mesmo as vilanias de Timóteo (Bruno Gagliasso), que ama tanto Açucena (Bianca Bin) que não aceita perder para Jesuíno (Cauã Reymond). E assim vai, dia após dia.


2- As cidades são fictícias
Ou você já foi para Brogodó e recebeu oferta de compras coletivas para quatro dias em Seráfia? Não, né. Isso distancia a gente daquela vida toda da novela. É diferente de quando a trama se passa em algum lugar bem próximo. Hoje em dia, é muito mais difícil pensar em passear pela orla do Leblon e não ouvir uma trilha de abertura das novelas do Manoel Carlos. 


3- As imagens são bonitas
A direção e produção a pretendem aproximar as imagens à qualidade do cinema. Para isso, utilizam vários recursos que já fizeram parte de outras novelas, como cãmeras e iluminação especiais, além de um belo tratamento de imagem. Por exemplo, Brogodó tem cores mais quentes, enquanto Seráfia é mais acinzentada. 
E dá ou não mais gosto de ficar olhando para as cenas?


4- As músicas são bem escolhidas
A trilha sonora de Cordel Encantado é formada por cantores brasileiros, de grandes nomes a revelações. E cada uma delas traz mais sentido para cada cena ou personagem. 


Um exemplo bom é Bela Flor, cantada por Maria Gadú.


Algumas remetem muito para o cangaço, como Candeeiro Encantado, de Lenine.


Enfim, é um exemplo típico de quando a gente ouve uma música e sabe, direitinho, do que estão falando e o que podemos ver em cena.


5- As histórias são feitas para encantar, não para convencer
O que eu quero dizer com isso? Ninguém ali pretende que a gente acredite que aquilo possa ser absolutamente REAL. Muito já conversei com a colega Júlia Timm sobre isso. A novela quer que você fique encantado com o conto de fadas e só. 
Por isso, e só por isso, tem um cangaceiro que é pai do justiceiro que é apaixonado pela menina que no fim era a princesa cobiçada pelo filho do coronel rico que prometeu a filha para o delegado que tem medo do cangaceiro e, UFA!, quanta coisa. O bom é que no meio disso tudo tem um cinema na cidade, daí todo mundo pode se divertir.  
Ou seja, a novela é feita pra que a gente viaje junto. E isso é bom. Está ali pela diversão que, no fim das contas, é só o que a gente espera quando senta na frente da TV.
Pena é que ela passa às 18h e nem todo mundo pode acompanhar (inclusive essa que vos escreve, mas que dá um jeito de rever tudo pela internet).


Agora, se ela é melhor ou pior que as outras opções, que agora vão até às 23h com O Astro, não me cabe definir. Fica pelo gosto de cada um. 

Chega de novela com robô!

Não, por favor, por tudo que é mais sagrado: parem de usar robôs em novelas!

Enviem cartas, e-mails, façam protestos na porta da Globo para que o erro de Morde & Assopra não se repita, pelo bem das donas de casa que ainda vão assistir novelas no futuro.




Não há dúvidas sobre as qualidade de  Walcyr Carrasco como autor. Mestre no gênero, Carrasco é idealizador de sucessos como Chocolate com Pimenta, O Cravo e a Rosa, Alma Gêmea e muitas outras. Um dos seus principais motes é o humor. Quem não deu risada com o bordão "Mirrrrrnaaaa" ou com a "Dona e proprietária de Salão de Beleza"?

Pois bem, a graça (ou a falta dela) em Morde & Assopra é a robô Naomi, vivida por Flávia Alessandra. Sim, Flávia Alessandra teve um começo difícil na TV, uma infância trabalhosa na vida, mas não merecia uma papel como esse. 




As falas todas assim "ri-go-ro-sa-men-te de-co-ra-das", olhos esbulhagados e um olhar para oinfinito, não dá. Em um filme dos anos 70, e se ela fosse metalizada com voz rouca, caberia.

Pois bem (2), a Globo já tentou. Lembram de "Tempos Modernos", em que um robô conversava com Antônio Fagundes? Ele mesmo, o Pedro Alves Gomes Melo Vargas de Carvalho Silva de Carga Pesada, o Ivan de Vale Tudo, o seu Bruno Berdinazzi Mezenga, tendo que, no final da sua carreira, conversar com um robô. Fagundes, nós sentimos sua dor!


Porque não pode?
Não pode porque robô não convence, hoje isso não é bem assim. Que na internet tem modelos desse tipo que são muito mais reais que a Naomi (anota isso, Flávia Alessandra). Ela destoa da novela.

De todo, Morde & Assopra é boa. Cássia Kiss tem arrebentado na interpretação, mostrando que talento se nasce com ele. Adriana Esteves e outros que podem ser destaque nas próximas novelas que fizerem. Sem falar na volta à TV de Narjara Tureta, depois de vender coco na praia.

Mas, por enquanto, eliminem a Naomi, pelo bem da sua obra Walcyr!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Mash-up: morre Insensato Coração para nascer Fina Estampa


Um rápido flashback


Na sexta-feira, dia 19 de agosto, o Brasil parou para descobrir quem era o assassino de Norma em Insensato Coração e OH, WAIT! Ninguém se importava tanto assim. Claro que o desfecho despertou curiosidade nos telespectadores, mas o anúncio de qualquer culpado seria uma surpresa para quem acompanhou a novela. Afinal, Norma não deveria ter morrido e não apresentava nenhum inimigo com motivos suficientes para crime tão extremo. A não ser o Léo. E o Léo não seria. 






Então, colocar o crime sobre os ombros de Wanda fez sentido de acordo com o título da novela. Ela agiu pois o coração é insensato. O amor dela pelo filho era tão grande e tão único que por ele qualquer atitude valeria. Wanda honrou sua personalidade estranha e sua obsessão pelo primogênito. E matou e enlouqueceu e fim. 


De resto, o último capítulo foi qualquer coisa para acabar com uma trama pouco densa, pouco surpreendente, com mocinhos sem química. E teve crítica social com a eleição de Natalie, e teve vingança dos vilões, e teve gente se redimindo como Eunice, e teve gente reconstruindo a vida como Júlio, e teve um casamento e gravidez e bebês e clichês. Deu, chega, acabou. 




E começa tudo de novo


Hoje, 22 de agosto, estreia Fina Estampa, de Aguinaldo Silva. A última novela do autor foi Duas Caras, com fim em 2008. O que podemos esperar da nova trama?


O autor gosta de mulheres fortes, vide Maria do Carmo de Senhora do Destino ou a própria Maria Paula de Duas Caras. Mulheres que dão a volta por cima e conseguem se reerguer, superando os problemas. 






E esse papel fica com a Griselda de Lilia Cabral. Talvez mais uma novela que a atriz vá carregar boa parte nas costas, como tem acontecido em seus últimos papéis. Se mesmo não sendo a protagonista ela rouba a cena, que dirá sendo a personagem principal. Dessa vez, ela é uma faz-tudo que trabalha muito para criar os filhos. Parece que ganha na Mega-Sena e vira emergente. Vamos acompanhar.


E teremos a volta de Ferraço, quer dizer, de Dalton Vigh como rico. Mas dessa vez na versão boazinha e com o nome de René, o chef de cozinha. Quem também vem ser rica novamente é Cristiane Torloni, a Tereza Cristina. Não se pode negar que eles têm mesmo cara de riqueza e representam bem os dramas da alta classe. 


Em cima desses três personagens é que tudo se constrói, pelo visto. Com ricos, novos ricos, amores, novos amores e todas aquelas confusões (#sessãodatarde). 


De resto, tem uma seleção de atores bonitos, atrizes novas e personagens com muitos dramas da sociedade contemporânea na classe baixazzzzzz. Tudo o que uma novela das oito (ou nove e pouco) precisa ter para prender a nossa atenção. 


Após a apresentação do primeiro capítulo, poderemos ver o que realmente vale a pena comentar além das questões envolvendo o trio principal. 


A grande questão da novela é o valor que se dá para as aparências. O que se esconde embaixo de uma fina estampa? O que a falta de uma fina estampa pode trazer?


Desdobramentos ao longo desses próximos muitos meses e capítulos a seguir.

O Astro sem luz própria

E quando todo mundo esperava que O Astro fosse revolucionar a teledramaturgia atual, trazendo de volta o jeito Janete Clair de fazer novelas, as previsões falharam. Registre-se que a história continua encantadora, que é realmente interessante, contudo, se a autora estivesse viva, e tivesse pique para ficar acordada até altas horas da noite, com certeza ligaria para o senhor Roberto Marinho para saber o que estava acontecendo.

Vamos a lista de problemas que - na minha visão, estragam O Astro

 O horário

Apesar de ser uma boa aposta da Globo, por ser um momento inexplorado até o momento, e que fazia sucesso no passado, não redeu. Mesmo com pontos a favor, em alguns momentos parece que, na mesma festa, tem show de mágico, brincadeira de palhaços, homenagem da família, apresentação de dança do ventre e, só então, o parabéns. Na terça-feira, primeiro dia da semana em que a novela vai ao ar, o espectador precisa assitir a novela das 20h, Entre Tapas e Beijos e só então o capítulo, que dura algo em torno de 20 minutos.

Os personagens

Justamente por ter pouco tempo, não há espaço para explorar os personagens. Alguém explica porque Márcio Hayalla tirou a roupa? Qual a importância dos irmãos de Salomão, exceto o Samir, para a trama? O que houve com o caso entre Clô e Felipe? Compare a cena original e as razões do herdeiro Hayalla ter tirado a roupa com a que foi ao ar nos primeiros capítulos da trama moderna. (Repasse-a até chegar no Thiago Fragozo, por favor).




O Salomão Hayalla
Alguém avisa o Daniel Filho que o Salomão era repugnante e não cômico? Não há dúvidas da competência dele como diretor, mas em algum momento se perdeu sua veia artística. Um exemplo? Justifique, em três linhas, os motivos para a morte de Salomão.
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Mas nem tudo são pedras a atirar. As interpretações de Regina Duarte, e seu eterno sofrimento com o pescoço pendido para a direita, está ótima. Assim como Carolina Ferraz que, como menina rica, consegue dar razão a fútil Amanda.

Enfim, O Astro é um clássico novelão, em que o ponto alto ainda é os rompimentos de amor, filho perdido que reencontra o pai e traições que chocam e destroem casais e famílias. Coisas que estamos desacostumados a perceber na tramas atuais. Agora o foco é outro, seria uma ótima oportunidade do espectador descansar os olhos e matar a saudade de uma tradicional trama novelística, mas, pelo jeito ficará para uma outra oportunidade.

Por enquanto, vamos cantar "Minha pedra é ametista...", o que de melhor este remake trouxe.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Primeiro capítulo

Hoje começa mais uma história clássica de televisão. 

Mas, calma, não tem um casal apaixonado, nem um vilão querendo matar o mocinho, tampouco núcleos cômicos e sérios que interagem como histórias paralelas. Aliás, tem isso sim, nas cenas da ficção
que vamos analisar!

Esse blog inicia com a vontade de falar sobre uma obra que tem mais de dois bilhões de espectadores ao redor do mundo: novelas!

Eu, Edimar, e minha colega de trabalho (#SilvioSantosFeelings), Aloha, somos jornalistas e pretendemos, neste espaço, divagar sobre as histórias que encantam, fazem chorar, rir e até dão um pouco de raiva em centenas de milhares de brasileiros.


Então, seja bem vindo e aproveite!

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